É só cansaço, sabe? De fazer e não receber, ouvir e não falar, esperar e não chegar. Querer e não poder, abraçar e não ser abraçado, ajudar e não ser ajudado. Vai cansando aos poucos, cada dia mais. E o pior, ninguém percebe.
Com ela você é um, sem ela, você é só mais um.
Naquela noite já não sabia mais se deveria chorar ou sorrir, eu sim, sinto a sua falta, mas eu me sentia bem com a sua ausência. Ainda te amo, mas consigo perceber agora que tinha que ser assim.
O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói.
Eu sei
me perdi
mas, ei,
só me acho
em ti.
Ela falava “eu te amo” como se fosse um segredo. E um dos grandes.
Comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo… De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo, mas hoje sei que se chama amor-próprio.








